Contos de Lorena II

Posted by Dior. on 11:30 AM comments (2)

Lorena se Abstrai das horas e ri dos dias.
Têm vigor de criança mas alma de anciã. Lorena não chora por estar triste, chora pela beleza que as lágrimas tomam em seu rosto, pérolas escorrendo pela face, parecem magia, diz ela.
Lorena tem muito a ensinar, e quisera eu aprender tudo.
Ela corre por entre as praças e vive cada instante num suspiro lampejado de sonhos vagos, aos quais mal da importância, pois é feliz sendo triste, pois é feliz sendo apenas menina.
Não se importa com contas, com roupas ou brinquedos, não se importa com sua casa, ou com o almoço. Lorena se importa consigo, e assim se basta.
Se basta por ser completa dentro dela mesma, por ser feliz sendo sozinha, por aprender a ser Pollyana de sua solidão.
Mas não pense que sempre foi assim, ela sofreu, mesmo que sem perceber, para chegar a este estado. Sofreu penas e calos, pregos nos dedos e punhos atados pelo mundo.
Por isso, mesmo completa e feliz, por vezes não consegue falar com ninguém além de si.
Quisera eu ter sua quietude pensativa, quisera eu ser Lorena por alguns instantes e entender sua triste felicidade.

Contos de Lorena I

Posted by Dior. on 10:43 AM comments (1)

...Lorena já não tinha mais os pais nem sua casa, e todo o peso do mundo pressionava seu coração de menina, tão jovem, tão sofrida, tão suave.
Ela passeava pelos cantos das cidades no marasmo seco da vida sem mudanças e direções, mas em seu coração de pura inocência tudo ainda era lindo.
Mesmo com a tristeza de ser pequena no mundo grande, não percebia sua solidão, pois olhava sempre para si mesma como uma amiga, a única e inseparável.
Ela é o apoio de si mesma e sua própria mãe e irmã, Lorena é de si a casa e o pai, de si mesma fala verdades e para si conta segredos.
Vive isolada num mundo onde os castelos não têm fadas ou princesas, apenas corredores claros e limpos, vazios. Vive amparada por suas próprias mãos e consolando suas próprias lágrimas.
Quisera eu estar com Lorena, para enchugar seus prantos e encontrá-la em seus devaneios de serena ausência da realidade.

Quisera eu ter essa mesma abstração, quisera eu ser Lorena por alguns instantes.

Ao Meu Anjo Rebelde

Posted by Dior. on 10:14 AM comments (5)

"As vezes me elevo, dou mil piruetas, as vezes me escondo atrás de portas abertas, as vezes eu conto o porquê do meu silêncio, as vezes sou meu, as vezes seu, as vezes do vento..."

Quando menos eu esperava, ele chega. O sentimento que me faz parar.
Sem ter programado nada, sem ter sequer percebido ou dado permissão, paro para sentir.
Não sentir de pele, apenas, mas sentir de corpo, sentir de alma e esperança, sentir de sentimento. Um sentimento novo, diferente, embora velho e conhecido.
Como uma flor que nasce do nada no jardim das minhas histórias, ela aparece, de pele macia, fina e de perfume indecifrável, mas traz consigo a sensação da nostalgia, nostalgia de algo que eu sonhava, mas que ainda não havia acontecido.
Não quero me atar a idéia da flor, que de tão pobre não pexpressa nada da confusão maravilhosa dos meus sentidos apaixonados, quero dizer sobre ele.
Ele, das cicatrizes no rosto, marcado por experiências infindas e profundas, das quais eu me esforço para ser parte, sendo apenas eu mesmo, meu pobre e doce eu.
Com um olhar tão doce me traz de volta à lua, me leva de volta à Terra e me deixa no país dos sonhos que podem, com calma e segurança, se tornar realidade.
Na tristeza do possível nada que significo, perco as palavras e me afogo em timidez, mas tudo bem, teremos tempo para mudar tudo, para acabar com a timidez e reinventar o formato desse suave porém forte sentimento, ao menos para mim.
Sei que minha audácia de falar tanto por tão pouco tempo pode assustar, parecer infantil, mas não me importo, felicidade pra mim é confiar em quem gosto e dizer tudo o que sinto, abrir as janelas e suspirar o mesmo ar que respira em tua pele, acordar e esperar uma palavra sua e dormir com o seu "boa noite".
Empolgação? Não, apenas segurança para assumir o que sinto e querer mais.

Para Mostrar o Mundo Que Vejo

Posted by Dior. on 2:17 PM comments (3)

Para mostrar o que vejo, não preciso levantar uma bandeira partidária, nem falar sobre as desgraças do mundo. Isso tudo já foi dito e todos sabem.
Para mostrar o que vejo preciso, antes de olhar o mundo aí de fora, olhar para dentro, para meu mundo interior, meus conflitos e desejos.
Tudo o que tenho dentro de mim se reflete no mundo exterior: se tenho raiva, vejo o mundo como algo intolerável, se tenho medo vejo o mundo ameaçador, se tenho coragem vejo no mundo uma aventura, se tenho saudades vejo no mundo um eterno olhar para o passado.
Para mostrar o que vejo, preciso explicar o que sinto e perceber o mundo que se apresenta aos meus olhos, mundo este completamente diferente do que as outras pessoas veêm, o mundo é único para cada pessoa, e por isso raro e mágico.
Enxergar o mundo é percebê-lo, então, nem sempre é preciso vê-lo.
Podemos perceber o mundo com as mãos, com os aromas e sons, não apenas por imagens que quase sempre têm o poder alucinante de nos enganar.
Dizem que as imagens que vemos nunca são a realidade, mentira, são a mais perfeita realidade! Mas não essa verdade para todos, as imagens são verdadeiras para mim, num processo lógico, único e intransferível, tudo é real no mundo que vejo, pois essa é a minha realidade.
Enfim, a única forma de alguém ter uma vaga noção do mundo que me cerca, de como vejo as coisas quando as vejo, do que é enxergar através das janelas da minha alma, é entender um pouco do que sou: um observador das janelas alheias.

Peter Parker Interior

Posted by Dior. on 5:02 PM comments (4)

A idéia de abrir mão da própria felicidade para tornar os outros felizes sempre me entristece.
Mas vejo agora, nesse vago momento de reflexão, que esse altruísmo é nobre.
Todos temos um herói interior e quando ele fala, nos desdobramos para salvar o mundo da maneira que podemos. Não temos super-poderes, e no meu caso nem dinheiro, então as armas que uso são minha bondade fraca e meu otimismo e esperança. Pequenos grãos que quase nunca vejo crescerem e tornarem-se árvores, mas sei que estão plantados em todos os corações que tentei humildemente ajudar.
Não quero parecer heróico, quero apenas me dar valor.
Sempre me critico e me machuco, exijo demais de mim mesmo e todos percebem isso, mas não é essa a tarefa de um herói? Vencer sempre, lutar até o fim, derrotar os vilões [de dentro e de fora], salvar as pessoas e a si mesmo.
Cuidado apenas para não se tornar um vilão!

Encontrar o herói interior é saber de seus poderes, saber como você pode ser forte e bondoso, perseverante, inteligente e corajoso.
Pois, afinal, matamos um leão a cada dia.

Carta a Leonard

Posted by Dior. on 12:13 PM comments (2)

Como diria Lya Luft: Amor é amizade com sensualidade.
À primeira vista expurguei essa opinião, mas, num momento de virtualidade, um amigo me mostra de maneira sutil que isso é verdade, ao menos para ele e para mim.
Ao idealisar um amor, ou um amado, penso em momentos para compartilhar.
Idealiso assistir-mos filmes juntos, pintar paredes, escolher roupas, abraços durante uma viagem para um lugar que ambos gostem, idealiso caminhadas, voltas de bicicleta ou mergulhos, "jogar video-game ou curtir um som juntos", enfim, compartilhar momentos de amizade, mas ter no fundo o eterno e profundo sabor do amor apaixonado, sermos amigos e amantes.
Alguém que me conheça, me aceita, me goste, me apoie e eu o mesmo. Alguém que me ensine muito e que eu possa ensinar algo, talvez. Um amigo que eu deseje também o corpo, o coração.
E num momento de divinação, percebo uma nova faceta de minha nova personalidade, um novo ângulo no espelho das emoções, percebo minha nova forma de procurar o amor, tão incerta quanto as outras, e tão igualmente linda.

Tua Casa

Posted by Dior. on 10:27 AM comments (4)

Quero que me leve para casa. Para sua casa.
Me pegue pelas mãos com carinho e cuidado, e me conduza ao teu canto.
Compre-me flores, dessas rosas de esquina, sempre românticas e passageiras.
Dê-me um beijo enquanto espera o leite ferver.
Me mostre o quarto, o nosso quarto, de lençóis brancos e macios, puro algodão.
Deixe-me tomar um banho longo, limpar minha pele e meus lábios. Colocar aquele roupa leve e clara.
Vamos tomar o café, geléias e pãezinhos, posso levar uma fatia à tua boca?
Num abraço assistimos um filme, acolhido em teu calor me diz o que sente, lisongeado.
Leva-me pelas escadas, me deita na cama com cuidado e admiração.
Encosta sua boca na minha, leve e trêmula, com anseios de paixão resolvida.
Sonhamos juntos e ao acordar, o sol passando fino pela janela, conjuga o verbo amar.
É pedir demais? É sonhar alto, eu sei, mas sonhos deixão de existir apenas quando se tornam realidade, ao menos pra mim.

Lorena e as Bonecas

Posted by Dior. on 2:29 PM comments (7)

Eu sempre recebo muitas cartas, meus amigos adoram escrever e sempre dividem suas letras, desenhos de fala, comigo.
Recebi uma carta da Lorena esses dias, e me deu uma saudadezinha dela, que já faz uns quatro meses que não passa por aqui.
"Meu tio decidiu comprar bonecas pra mim, disse que eu gosto de bonecas, mas não gosto não!
Eu tenho é medo delas, que ficam paradas e têm olhos grandes de vidro e cabelo arranhado.
Mas eu aceitei os presentes, eu evito olhar pra elas
, mas sempre que eu escuto ele vindo pro quarto onde estou, eu tiro elas debaixo da cama e jinjo que brinco com elas, por que é isso que ele quer que eu faça"
Até quando teremos que fingir nossa felicidade para trazer a dos outros?
Até quando temos que anular nossos anseios e amores pela felicidade vendado das pessoas com quem vivemos?
Fingir felicidade dói, é fazer um espelho no nosso corpo, onmde apenas os outros olham e veêm refletida a alegria, mas quando nos olhamos, vemos em nosso reflexo braços acorrentados.

No Limite da Razão

Posted by Dior. on 9:39 AM comments (2)

Eu costumo escrever quando estou nervoso sabe, pois bem, no meu primeiro dia da Faculdade eu fiz isso, uma coisa meio Bridget Jones que me ajuda a relaxar, e depois quando eu releio o que escrevi vejo que sou a pessoa mais neurótica da Terra. Funciona assim: Escrevo tudo o que penso no momento! Fica bem cômico, e é bom eu colocar um post mais light de vez em quando não é?
Ps: eu escrevo assim mesmo, com onomatopéias e emoticons, mania de net né...
Ps2: ocó significa homem, garoto bem masculino, ou adjetivo masculino sabe?
vamos lah...


Ai Meu Deus!!! -> Tô Passado!!!
Você não vai acreditar no q está havendo!
Eu tô dentro de uma sala de Universidade, cê tem noção? É a coisa mais Hogwarts q já fiz na vida o.O... Humm preciso pensar no meu caderno, ele tem que ser + q td e super simples, penso em algo c/ folhas creme, recicladas, legal né? Pois é...
Huff depois eu volto pra dizer se tem ocós bunitos, gente bunita é td e apenas o q preciso... Ai Deus! Ai Deus Brigado!
---> Humf Caralho!!! Um ocó q eu tava de olho entrou aki... ah droga.. será q ele tá na minha turma??? Axo q ñ... saiu... ufa...
--->Argh Só tem gordo aki!!! (e menina suja)
Radar em alerta! Perigo! Classe de gente feia!!!
1º profª Luciana (próativa-make up-rica)->ps: tm lep-top da HP.
--->Hummm tem uns ocós lindos até... + td ocó mesmo...
AI DEUS --> TEM 1 MONTE DE DEUSES AKI!!!
(...)....Oh Deus... Só tem gente linda... Amanhâ eu tenho que vir quase montada p/ cá!!!
isso significa: cabelo preso, blusa, calça ocó.

Carta aos Amigos

Posted by Dior. on 3:16 PM comments (4)

Nunca pensei que eles poderiam surgir daqui.
Máquina ventilada, quebrada e velha, meu computador sempre me traz alguma coisa, uma mudança de rumo, um novo vento leste, Zephyr.
Desta vez esse Deus dos ventos me trouxe presentes maravilhosos que eu acreditava serem imposssíveis de se encontrar nesse mundo frio-frívolo da virtualidade.
Meus novos amigos, de verdade, que querem de mim o que quero deles, felicidade, degraus alcançados e passas largos rumo a eterna sabedoria do bem viver. Aprendemos uns com os outros, eu muito mais com eles.
Lindos rostos imóveis na minha tela, mas corações pulsantes perto do meu.
Obrigado por acreditarem em mim, visitantes. Agradeço por serem meus amigos na longa, complicada, surpreendente e vaga viagem.

[Ao Músico, Filipe, Con, Sebastian & Marcel]

Compro Minhas Flores

Posted by Dior. on 10:59 AM comments (3)

Na ânsia de viver o que não me é devido, me pego afundando meus próprios pés na amarga desventura da falta dos sonhos.
Mas que bobagem é essa que me imponho?
Que raiva de sonhos desfigurados eu inventei?
Por que me prendo a incapacidade quando sei que posso tudo? Apenas me derroto antes do fim.
Protestar sob a vigilancia do nada que eu prendo à minha costa arcada é muito mais fácil do que resignar-me ao féu do lavor e lutar pelo acontecimento que proíbo que aconteça, inconsciente.
Sei que sou complicado nesse texto, mas é auto-punição, um texto para mim, por eu sempre me impedir de ser feliz e me forçar a adoecer nos meus ossos que merecem asas e sonhos, abraços e ternura, carinho, beijos que eu mesmo não me dou.
Mudo-me. Simplesmente mudo-me, nesse encontro nada vago comigo, vejo que tudo o que eu quizer não fugirá das minhas mãos.

"Céus azuis sorrindo para mim, nada além de céus azuis é o que eu vejo.
Passarinhos azuis cantando canções, nada além de pássaros azuis de agora em diante
Nunca vi o sol brilhando tão forte, nunca vi as coisas dando tão certo.
E avisando sobre os dias que voam, pois quando você ama eles voam mesmo!
Dias tristes, todos se foram, nada além de céus azuis de agora pra frente."

[Esta é a tradução de um jazz que eu amo "Blue Skies"]

Meu Encontro

Posted by Dior. on 5:39 PM comments (4)

Quantas vezes já não parei e olhei a minha volta, com a sensação de estar perdido. Esquecido.
Tantas vezes me perdi em meus próprios sonhos, esses sonhos de que tanto falo, que parecem impossíveis de se solidificar, algum já se solidificou?
Muitas vezes me esqueço de mim, esse meu eu que grita por ajuda, uma ajuda íntima, intransferível e inviolável, que costumo não saber ouvir.
Gritos internos de socorro que não escuto a tempo.

Quando os ouço tudo já está desmoronando ou no chão. Então apoio minha cabeça em minhas mãos, me escondo em algum canto da casa, da rua ou do mundo, e choro.
Compulsivamente as lágrimas caem e levam os cacos da ilusão perdida e os gritos do socorro tardio.
E volto a me perder, e volto a construir paisagens oníricas que nunca tocarão minha fina pele da incapacidade.

Lorena

Posted by Dior. on 3:56 PM comments (4)

Hoje a história não é sobre mim, é a versão da vida por alguém que eu conheço.
Eu tenho uma amiguinha, que nunca se esquece de mim, apesar de sempre se esquecer dela mesma.
O nome dela é Lorena, um nome forte, e assim é ela, tão jovem e vivida, em apenas doze anos tem tantas histórias para contar que nunca haverão posts suficientes para contá-las.
Ela vem à minha casa quando passa aqui pela minha cidadezinha, traz algumas bolachas e sempre uma mala, pois ela sempre viaja, sempre e sempre.
Sentamos na minha varanda e, enquanto observamos admirados o pôr-do-sol passar pelas folhas, ela me conta alguma coisa sobre sua vida.
Eu nunca entendi ao certo o porquê de tanto viajar.
"Mas não é viajar, Danilo, é fugir. Eu fujo da minha vida."
Sim, foi isso o que ela me disse. Com sua voz de menina, com suas eternas poucas palavras sufocadas.
Fugia de si mesma, do seu passado frio sem seus pais, de seus dessabores infantís e das escolas que nunca frequentou.
Mas olhando seu rosto de cabelos escorridos e olhos lânguidos e lacrimosos, percebi que não era uma fuga, era uma busca, a busca da esperança perdida em algum baú de sua antiga casa.
Quem a acompanhava não a amava, e todas as noites peço em oração para que ela encontre, em algum lugar do mundo, os pedaços que o destino tirou de seu coração.

Ball of Confusion

Posted by Dior. on 4:50 PM comments (5)

Pessoas lutando, gritando e correndo, Porque? Apenas por causa da cor da sua pele!
Você pode correr, correr e correr, mas certamente não pode se esconder.
Vivemos num "olho por olho e dente por dente" que já não acredito que alguém influente fale de amor, e parece também que ninguém mais quer saber de educação e cordialidade, pura futilidade.
Uma grande valsa de confusões, é isso o mundo hoje.
Crianças andando com suas mentes, vazias, manipuladas por uma mídia carnívora.
Evolução, revolução, controle de armas, sons da alma, tudo íntimamente delicado e interligado.
O mundo é isso hoje.

O medo vem dos ares, há tensão por toda parte. Um desgoverno crescendo em todos os lados. E o único lugar para vivermos a salvo será uma reserva indígena, regredimos.
Auto-destruição, taxas de dedução, inspeções de armas imaginárias, roupas falando mais que pessoas, populações fora de controle, suicídio, comunidas se movendo para o precipício criado em suas cabeças perplexamente catatônicas.
Pessoas no mundo todo gritando "End the war!".
Mas a valsa continua.

Um Bom Desaniversário

Posted by Dior. on 4:20 PM comments (5)

Onde foram parar os meus pedidos de aniversário?
Tantas velinhas apagadas ao longo da vida. Pequenos pedidos feitos sempre do fundo da alma.
Quantas vezes já não pedi por amor, quantas outras por novidades, sempre junto com paz e amor - bondade minha que comove até a mim!
Penso em como tudo seria melhor se esses pedidinhos simples se realizassem.
É difícil achar um amor verdadeiro? Alguém especial que não more há mais de 613km da minha cidade?
E novidades? Por que custam a vir? Sempre o marasmo do repetitivo que torra minhas retinas e aflige minha alma.
Este ano fiz um pedido secreto - como todos - mas que envolve um significado muito grande para mim, um pedido que pode me trazer amor, novidades, dinheiro e sabedoria. Tudo em apenas uma palavra secreta, sussurrada mentalmente numa vela em um bolinho de 4cm quadrados (sim, foi esse o tamanho mesmo).
Pedidinhos no sopro da vela voam, saem da nossa memória tão rápido quanto a chama some da vela, mas sempre são a maior esperança de nossa felicidade. São pedidos que não podem ser realizados facilmente e que você só tem a chance de fazer uma vez por ano.
Pense bem antes de soprar o seu.

Labirinto

Posted by Dior. on 2:25 PM comments (4)

"Somos as escolhas que fazemos."
Num rio derradeiro de mundos pelos quais passamos, podemos sentir, de forma demorada porém perpétua, que tudo o que acumulamos da vida nos torna "eus".
Olhar para quadros em paredes, sentir o vento nos cabelos, a paz de um quarto, o medo de uma guerra, todas as emoções se solidificam e formam uma psique, uma mente, uma razão de ser e agir.
São tantas as dimensões pelas quais passamos e pelas quais temos a oportunidade de entrar que nossa vida se torna um emaranhado de escolhas, perdas e vitórias, aprendizados fáceis e, quase sempre, difíceis.
Fazemos escolhas e nos jogamos no caminho provável da felicidade, sem ter parâmetros para medir as consequências, se é que elas existirão. Por vezes seguimos um caminho e queremos outro, por vezes escolhemos um caminho onde há uma porta fechada para a qual não temos as chaves.
Nos perdemos num labirinto de escolhas, nos perdemos em nossos sonhos e desejos, e jamais encontraremos o recomeço completo, o zero de tudo, o start. E isso trás a beleza e a força da superação e da busca pelo caminho correto.

Café da Manhã

Posted by Dior. on 5:23 PM comments (2)

"Já era manhã, e a luz, ainda fina e fria, atravessava com algum esforço as cortinas pesadas do quarto, que de pequeno já estava todo iluminado em tons pastéis, os quais traziam uma paz ao meu quarto.
"Tentei me aninhar, permanecer dormindo mais alguns segundos, pois "A noite ainda não havia passado", era como se nem houvesse dormido, não tive sonhos ou sequer percebi me mecher. Ah como é aconchegante uma cama de manhã! Não há nada mais macio e confortável, como o colo de uma mãe, protetora e carinhosa, assim são as camas da manhã, e assim era a minha.
"Logo alguém bateria na porta, minha mãe, com uma voz rouca, mas bem calma e materna, sabia que ela estava se aproximando, pois ouvia o arrastar peculiar dos chinelos que usava de manhã, já sabia cada passo que dava na cozinha, pois ouvi, durante toda a vida, o som harmonioso com que preparava meu café da manhã, o trinititar das xícaras, a fervura da água, o cheiro do café e do leite, o abrir dos potes; conheço tudo, e só por ouvi-la já sei se está bem ou não, se tivera uma boa noite de sono e muitas outras coisas que apenas um filho conhece numa mãe. E ela estava num bom dia, quase sempre estava, ao menos nas manhãs."
É fantástico perceber como podemos conhecer alguém tão bem, como a convivência por anos e anos cria correntes fortes e equilibrados, tênues, estreitos e indecifráveis. Conhecer as nuances de uma pessoa ouvindo apenas seus passos é maravilhoso, uma ligação eterna e inquebrável, mesmo que alguém dessa corrente parta, para sempre estaremos ligados nesse laço invisível do amor, da amizade e cumplicidade.
Conhecer a alma de quem se ama é o que me motiva a amar.

Danilo is so Sad

Posted by Dior. on 9:32 AM comments (1)

Algo em teus olhos faz eu querer perder-me.
Perder-me eternamente em teus braços.
Há algo em suas palavras que faz meu coração bater rápido, desejando que este sentimento dure o resto da minha vida.
Se você soubesse como vinha vida foi solitária e quanto tempo eu estive sozinho, no escuro.
E se você soubesse o quanto desejei alguém para seguir comigo, em meu coração e em meus pensamento. Alguém para mudar uma parte da minha vida, como você fez.
Fez-me sentir em casa com suas palavras.
Fez-me sentir como se toda minha alegria, momentânea mas sincera, viesse de você.
Fez-me sentir que tomei o caminho de volta para os sonhos que havia perdido.
Posso estar perdido por ruas escuras, às margens do medo e da solidão, mas estarei bem, pois levoum pouco da sua luz comigo, doce anjo, e quase posso ver sua luz atrvés da escuridão da realidade que nos separa.
Se você soubesse o quanto espero por aquele momento, de te ver.
E se soubesse o quanto espero por seu toque.
E se soubesse como está me fazendo feliz, pois nunca pensei ser capaz de amar tanto um desconhecido, eternamente desconhecido.
Obrigado, querido anjo, por ter me dado um pouco de alegria e trazido os sonhos de volta às minhas mãos, porém, o vento já os tirou delas novamente.
E volto ao frio solitário, sem a esperança de ter você um dia, doce amor.

Olhe de Perto

Posted by Dior. on 2:57 PM comments (2)


Ontém me olhei no espelho.
Não com um olhar do tipo "vou espremer esta espinha", mas sim com um olhar crítico, cético, observando detalhadamente meu rosto.
Fiquei surpreso com o que percebi.
Oh Deus, eu já não sou eu mesmo!
Meu rosto não tem os traços que eu pensava conhecer, e minha pele adquiriu linhas estranhas, curvas antes inesatas tornaram-se sólidas.
Meu cabelo estava sem forma e minha barba crescia, quase um homem...
Olhei então para meus olhos, eterno clichê de janela da alma, único elogio que considero verdadeiro. Sim, eles têm sua beleza. Mas estavam angustiados e pesados.
Por que essa tristeza ao me ver de perto?
Não entendi e não entendo até agora. Olhar pra mim mesmo me causa uma pena tão doce de meu coração, e uma dor vinda de meus desejos pequenos e inúteis perante a máquina-mundo.
Ver que o rosto expressa toda a alma dói, pois pode confidenciar nossas fraquezas tolas.
Muitos não as veem, mas eu vejo. De dentro pra fora, muito pior.
E ver isso me machuca um pouco e sinto vontade de me exorcisar de mim mesmo.
Porém penso em tantas pessoas, vivendo como puros animais, instintivos, que não olham para si como alguém, como alma, e me sinto feliz por me reconhecer ao olhar no espelho, mesmo que mudado, sei o que sou e pra que estou aqui. A tristeza nos meus olhos não detém a força do meu espírito.

Obs: amo minha boca, minhas sobrancelhas (tiradas com cera quente), e agradeço a Deus pelo meu olhar azulado, sem o qual não conquistaria metade das pessoas.

Vamos Fugir

Posted by Dior. on 7:15 AM comments (6)

Quem nunca quis fugir?
A Fuga tem um significado muito doce para quem a almeja. Ela revela uma negação. E eu quero negar.
Não quero mais me deixar levar por esta vida daqui e quero negar tudo o que fui.
Quero poder ver resultados e não apenas planos, quero sentir calor e me abrigar numa árvore desconhecida, quero que não me reconheçam. Quero que me descubram.
Quando somos adolescentes tudo é uma busca, que parece interminável, e meu maior medo é que ela termine.
Se deixarmos de buscar tudo de belo que queremos, nos tornaremos como nossos pais, ao menos eu não quero isso. Não quero essa estaticidade, tão jovem que são e tão parados.
Quero história pra contar, não quero silêncio e acomodação.

Quero um amor apaixonado, luz nos meus olhos e calor no meu corpo, e não apenas a teoria eterna.
Quero uma casa, pequena e decorada por mim, claro!
Quero um pequeno gato preto e um cachorro enrugadinho.
Quero também uma boa TV e um dvd, para minha coleção de filmes.
Quero dinheiro, sucesso e discrição, nada de fama!
Quero meu cabelo lindo e novos amigos, quero Vogues.
Quero saúde e mais e mais e mais amor! Você pode me dar, não pode?
E você, me confidencie seus segredos, o que você quer para o seu futuro?