Freak World

Posted by Dior. on 3:42 PM comments (9)

Tantas vezes eu sonhei com um mundo diferente.
Um mundo onde as mulheres não fossem azuis e os homens não tivessem asas tão grandes.
Como seria o mundo onde os elefantes não voam? Sinceramente não os imagino no chão, parece até engraçado.
Já imaginei casas umas em cima das outras, como de formigas, mas parecidas com caixas, pois cansei dessas casas submerças na àgua, isso é muito tedioso, e ver os tubarões e baleias passando pela janela é muito chato, me sinto numa fazendo, odeio esses vira-latas.
Pois no meu mundo o céu seria azul e as guerras existiriam de verdade, mas não com lasers ou canhões de calor, mas sim com bombas e armas de fogo, como nos filmes de ficção.
E também choveria água e não brumas, aposto que seria a visão mais linda!
Lá eu não teria que passar horas e horas nas aulas de flutuação, odeio voar no ar, envez disso eu ficaria em aulas com cadeiras pra se sentar, não seria mais confortável?
E sim, no meu mundo as pessoas iriam se decepcionar com o amor, como acontece aqui, mas jamais desistiriam de encontrá-lo, como eu fiz.
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Moral da história: nunca nos contentamos com o que temos, e a culpa é só nossa.

Aquela Moda...

Posted by Dior. on 10:45 AM comments (3)

Não entendo o por quê de todos quererem estar a frente da moda, ou pior, se recusam a estar na moda.
É deprimente pensar que a maioria do povo dito fashion e hype quer usar coisas que ninguém em seu tempo usa, pra mim é certo que se arrependerão depois.
Imagine só se as pessoas dos anos 60 não quizessem usar aquela moda? Que graça teria toda aquela saia rodada e aquele Yeah Yeah Yeah?
Pior ainda seria se seus pais tivessem negado a moda dos anos 70, recusar-se a usar aquelas calças e cabelos pra mim parece o cúmulo, pois é tudo o que todos queriam voltar no tempo pra viver, usar e sentir.
Tenho certeza de que se eu tivesse, na década de 70, me negado a usar aquela moda e partido para uma coisa mais anos 80 [a moda mais grotesca] estaria profundamente arrependido, pois não fui como o todo, num momento onde moda era atitude de verdade, onde moda era pensamento e protesto.
Por isso não me nego a usar o que hoje todos usam, pois sei que se o fizer, posso me arrepender mais tarde, me arrepender de não ter participado dessa maneira brega de dizer eu vivo no ano 2000.
Por isso use a moda do momento, mesmo que de vez em quando, para que depois quando for ver as fotos já antigas, possa dizer: Sim, eu realmente vivi minha década de ouro.

Sex and the Virtual City

Posted by Dior. on 11:14 AM comments (5)

Estava eu a conversar com um amigo de internet, quando ao entrar em seu blog defronto-me com a mesma questão que todos já nos fizemos: Relacionamentos virtuais podem existir na vida real?
Há muito sobre o assunto, e todos temos opiniões diferentes, mas pra mim, um viciado no mundinho nerd da virtualidade, eles já deram certo sim.
Meu primeiro namorado eu conheci num chat, ficamos 4 meses e ele foi um babaca.
Meu segundo e último namorado eu também conheci aqui, no Orkut [que se tornou uma armadilha pros corações] e este não foi O babaca.
Aliás, quem tem essas ferramentinhas de possessão de mentes denominadas Orkut, msn, blog, flog etc, com certeza já se apaixonou por alguém que no mímimo morava ha 200km de sua casa.
E essa é a causa da depressão, pois além dessa paixonite ser incontrolável, gente legal mora looonge, e nunca vem pra perto.
Só não podemos perder as esperanças, pois se relacionamentos de vida real machucam depois de um fora, relacionamentos virtuais machucam pois dificilmente se tornam reais.
Basta você escolher como quer sofrer, pois cá entre nós, não acredito que algum relacionamento, real ou surreal, possa terminar bem. Ainda mais para os gueis.
Mas não desista e boa sorte!

Rock Star

Posted by Dior. on 5:46 PM comments (6)

Ele não era como os outros, apenas esnobe e passageiro, não.
Era a figura perfeita, de olhar lânguido e fugáz, dominava qualquer um na multidão.
Não apenas por se bonito, mas por ter esse carisma estelar.
E como todas as estrelas, ele não tem os pés fixos no chão.
Sempre pegava um avião e ia para outros lados do mundo, deixava tudo pra trás, menos a banda e sua guitarra reluzente.
Eu por vezes pensei em pedir pra me levar junto, ainda quero conhecer tudo que ele tem pra ensinar, pois não foi tempo suficiente.
Mas não é assim que funciona, pois quando a pessoa é livre como ele, ninguém pode ir atrás, ele vive pra voar.
Era um Rock Star que eu conheci, tão sincero que dói, tão lindo que insulta, tão amigo que... tão amigo, que pra não me machucar se foi.
E não volta, nem se eu pedir ou chorar...
E não consigo conter essas gotinhas de memória salgada.

Hot Motel

Posted by Dior. on 8:25 PM comments (3)

Nada além de um sorriso sobre minha face. O corpo desnudo.
Minha pele branca com algumas manchas que doem e muitas cicatrizes, algumas interiores, psicológicas, mas elas são meu escudo e minha morte.
Pois sou devassa, sou a fúria no corpo da menina, vadia.
Não tenho vergonha, assumo o que sou e isso me dá orgulho.
Mas me deixa solitária, as noites entregues ao dinheiro. Estranhos, que sorvem meu veneno e se alimentam dele.
Eu sou o veneno e a inquietação, por isso quem eu amo não me ama, o que nutre os outros o reprime. E não penso ter o direito a essa coisa de amor.
Ageito meu cabelo me olhando no espelho quebrado desse motel, minha face manchada de desgosto, mas antes de tudo acontecer eu queromais, e tenho o que quero, tenho os corpos sob meu domínio e sou Senhora. Sou a vilã Dominatriz, às vezes a dama indefeza ou a ninfeta sempre virgem.
Conheço bem essas onze paredes vermelhas. O espelho que distorce a forma.
A televisão nos canais que ninguém assiste.
Borram meu baton, todas as noites.
Estou suja mas de alma lavada, o corpo imundo e grudento mas eu quero assim, sou a vergonha e a desgraça.
Mas assim compro calças caras. E conheço lugares.
Meu coração as vezes se aperta. Mas não me importo. Por que me importaria comigo já que jninguém se importa?
Agora vou pra casa, dormir antes que o sol reapareça, ajudar minha mãe na cozinha, ir pro colégio, fingir que sou normal, fingir que tenho apenas 14 anos e sou uma boneca de porcelana.

O Homem Capital

Posted by Dior. on 1:49 PM comments (3)

Passando pelas ruas do centro escuro, percebi um homem que usava uma venda. Signo de alienação e realidade. Lá estava ele, os braços trêmulos e a boca em dentes serrados, fitando-se num espelho quebrado, com vendas nos olhos, negras vendas mendigas.
Ele não tinha o sangue nobre.
Sequer falava alemão ou francês, não pensava em futuro ou passado. Apenas em vingança.
E suas obras, falanges da não vida, eram consagradas em sangue e féu. Tinha o tormento de ser esquecido, largado, no mundo que cruelmente - e sem saber - escolheu para morar, morrer.
Nuvens negras ou dias claros, sempre tinham o mesmo tom cinza apocalíptico e o sol para suas retinas escondidas se confundia com relâmpagos.
Era triste o existir desse homem, que vivia por vingar-se dos autores de sua própria desgraça, ele mesmo. Frio e vazio. Sem sentido como palavras amontoadas por desgostos, sua vida sem horizonte mirava o chão duro e baço em que pisava.
Não sabia por quê, nem o quê queria vingar ao certo, sua teimosia o cegara, sua ilusão o inundava de rancor fazendo-o esquecer suas motivações e seguir apenas os instintos.
Parido nas entranhas da anarquia, vive o homem mais triste do mundo, o homem dos mil olhos vendados.

Contos de Lorena III

Posted by Dior. on 10:45 AM comments (3)

Ela das horas é o estigma, das cores a ausêcia e do pranto a delicadesa, fina decência.
Ela têm em suas vestes os tons de uma vida, solitária e agreste, sequer vivida.
Ela, a Senhora dos Rios do Medo, chora calada por entre os becos, por entre as lanças e os rochedos.
Ela detém em si a plenitude da mulher, a ingênua face da criança e a lealdade da jovem, da jovem a esperança.
Ela que quer contar histórias, que inventa memórias, foi criada e desamparada, esquecida por pais, parentes e por glórias.
Ela que não tem nome, ela que ri dos meus poemas, ela que pede uma carta, que envia um coração que nunca estende a mão e sim a alma, calma.
Ela, Menina Abstrata, dispensada das vidas, perdida nas estradas, compridas.
Ela que um dia e todo o tempo eu quis ser, ela que eu quis criar, ela que eu quis esquecer.
Ela de grandeza plena, de mirada serena e força cadena.
Ela, Lorena.

Contos de Lorena II

Posted by Dior. on 11:30 AM comments (2)

Lorena se Abstrai das horas e ri dos dias.
Têm vigor de criança mas alma de anciã. Lorena não chora por estar triste, chora pela beleza que as lágrimas tomam em seu rosto, pérolas escorrendo pela face, parecem magia, diz ela.
Lorena tem muito a ensinar, e quisera eu aprender tudo.
Ela corre por entre as praças e vive cada instante num suspiro lampejado de sonhos vagos, aos quais mal da importância, pois é feliz sendo triste, pois é feliz sendo apenas menina.
Não se importa com contas, com roupas ou brinquedos, não se importa com sua casa, ou com o almoço. Lorena se importa consigo, e assim se basta.
Se basta por ser completa dentro dela mesma, por ser feliz sendo sozinha, por aprender a ser Pollyana de sua solidão.
Mas não pense que sempre foi assim, ela sofreu, mesmo que sem perceber, para chegar a este estado. Sofreu penas e calos, pregos nos dedos e punhos atados pelo mundo.
Por isso, mesmo completa e feliz, por vezes não consegue falar com ninguém além de si.
Quisera eu ter sua quietude pensativa, quisera eu ser Lorena por alguns instantes e entender sua triste felicidade.

Contos de Lorena I

Posted by Dior. on 10:43 AM comments (1)

...Lorena já não tinha mais os pais nem sua casa, e todo o peso do mundo pressionava seu coração de menina, tão jovem, tão sofrida, tão suave.
Ela passeava pelos cantos das cidades no marasmo seco da vida sem mudanças e direções, mas em seu coração de pura inocência tudo ainda era lindo.
Mesmo com a tristeza de ser pequena no mundo grande, não percebia sua solidão, pois olhava sempre para si mesma como uma amiga, a única e inseparável.
Ela é o apoio de si mesma e sua própria mãe e irmã, Lorena é de si a casa e o pai, de si mesma fala verdades e para si conta segredos.
Vive isolada num mundo onde os castelos não têm fadas ou princesas, apenas corredores claros e limpos, vazios. Vive amparada por suas próprias mãos e consolando suas próprias lágrimas.
Quisera eu estar com Lorena, para enchugar seus prantos e encontrá-la em seus devaneios de serena ausência da realidade.

Quisera eu ter essa mesma abstração, quisera eu ser Lorena por alguns instantes.

Ao Meu Anjo Rebelde

Posted by Dior. on 10:14 AM comments (5)

"As vezes me elevo, dou mil piruetas, as vezes me escondo atrás de portas abertas, as vezes eu conto o porquê do meu silêncio, as vezes sou meu, as vezes seu, as vezes do vento..."

Quando menos eu esperava, ele chega. O sentimento que me faz parar.
Sem ter programado nada, sem ter sequer percebido ou dado permissão, paro para sentir.
Não sentir de pele, apenas, mas sentir de corpo, sentir de alma e esperança, sentir de sentimento. Um sentimento novo, diferente, embora velho e conhecido.
Como uma flor que nasce do nada no jardim das minhas histórias, ela aparece, de pele macia, fina e de perfume indecifrável, mas traz consigo a sensação da nostalgia, nostalgia de algo que eu sonhava, mas que ainda não havia acontecido.
Não quero me atar a idéia da flor, que de tão pobre não pexpressa nada da confusão maravilhosa dos meus sentidos apaixonados, quero dizer sobre ele.
Ele, das cicatrizes no rosto, marcado por experiências infindas e profundas, das quais eu me esforço para ser parte, sendo apenas eu mesmo, meu pobre e doce eu.
Com um olhar tão doce me traz de volta à lua, me leva de volta à Terra e me deixa no país dos sonhos que podem, com calma e segurança, se tornar realidade.
Na tristeza do possível nada que significo, perco as palavras e me afogo em timidez, mas tudo bem, teremos tempo para mudar tudo, para acabar com a timidez e reinventar o formato desse suave porém forte sentimento, ao menos para mim.
Sei que minha audácia de falar tanto por tão pouco tempo pode assustar, parecer infantil, mas não me importo, felicidade pra mim é confiar em quem gosto e dizer tudo o que sinto, abrir as janelas e suspirar o mesmo ar que respira em tua pele, acordar e esperar uma palavra sua e dormir com o seu "boa noite".
Empolgação? Não, apenas segurança para assumir o que sinto e querer mais.

Para Mostrar o Mundo Que Vejo

Posted by Dior. on 2:17 PM comments (3)

Para mostrar o que vejo, não preciso levantar uma bandeira partidária, nem falar sobre as desgraças do mundo. Isso tudo já foi dito e todos sabem.
Para mostrar o que vejo preciso, antes de olhar o mundo aí de fora, olhar para dentro, para meu mundo interior, meus conflitos e desejos.
Tudo o que tenho dentro de mim se reflete no mundo exterior: se tenho raiva, vejo o mundo como algo intolerável, se tenho medo vejo o mundo ameaçador, se tenho coragem vejo no mundo uma aventura, se tenho saudades vejo no mundo um eterno olhar para o passado.
Para mostrar o que vejo, preciso explicar o que sinto e perceber o mundo que se apresenta aos meus olhos, mundo este completamente diferente do que as outras pessoas veêm, o mundo é único para cada pessoa, e por isso raro e mágico.
Enxergar o mundo é percebê-lo, então, nem sempre é preciso vê-lo.
Podemos perceber o mundo com as mãos, com os aromas e sons, não apenas por imagens que quase sempre têm o poder alucinante de nos enganar.
Dizem que as imagens que vemos nunca são a realidade, mentira, são a mais perfeita realidade! Mas não essa verdade para todos, as imagens são verdadeiras para mim, num processo lógico, único e intransferível, tudo é real no mundo que vejo, pois essa é a minha realidade.
Enfim, a única forma de alguém ter uma vaga noção do mundo que me cerca, de como vejo as coisas quando as vejo, do que é enxergar através das janelas da minha alma, é entender um pouco do que sou: um observador das janelas alheias.

Peter Parker Interior

Posted by Dior. on 5:02 PM comments (4)

A idéia de abrir mão da própria felicidade para tornar os outros felizes sempre me entristece.
Mas vejo agora, nesse vago momento de reflexão, que esse altruísmo é nobre.
Todos temos um herói interior e quando ele fala, nos desdobramos para salvar o mundo da maneira que podemos. Não temos super-poderes, e no meu caso nem dinheiro, então as armas que uso são minha bondade fraca e meu otimismo e esperança. Pequenos grãos que quase nunca vejo crescerem e tornarem-se árvores, mas sei que estão plantados em todos os corações que tentei humildemente ajudar.
Não quero parecer heróico, quero apenas me dar valor.
Sempre me critico e me machuco, exijo demais de mim mesmo e todos percebem isso, mas não é essa a tarefa de um herói? Vencer sempre, lutar até o fim, derrotar os vilões [de dentro e de fora], salvar as pessoas e a si mesmo.
Cuidado apenas para não se tornar um vilão!

Encontrar o herói interior é saber de seus poderes, saber como você pode ser forte e bondoso, perseverante, inteligente e corajoso.
Pois, afinal, matamos um leão a cada dia.

Carta a Leonard

Posted by Dior. on 12:13 PM comments (2)

Como diria Lya Luft: Amor é amizade com sensualidade.
À primeira vista expurguei essa opinião, mas, num momento de virtualidade, um amigo me mostra de maneira sutil que isso é verdade, ao menos para ele e para mim.
Ao idealisar um amor, ou um amado, penso em momentos para compartilhar.
Idealiso assistir-mos filmes juntos, pintar paredes, escolher roupas, abraços durante uma viagem para um lugar que ambos gostem, idealiso caminhadas, voltas de bicicleta ou mergulhos, "jogar video-game ou curtir um som juntos", enfim, compartilhar momentos de amizade, mas ter no fundo o eterno e profundo sabor do amor apaixonado, sermos amigos e amantes.
Alguém que me conheça, me aceita, me goste, me apoie e eu o mesmo. Alguém que me ensine muito e que eu possa ensinar algo, talvez. Um amigo que eu deseje também o corpo, o coração.
E num momento de divinação, percebo uma nova faceta de minha nova personalidade, um novo ângulo no espelho das emoções, percebo minha nova forma de procurar o amor, tão incerta quanto as outras, e tão igualmente linda.

Tua Casa

Posted by Dior. on 10:27 AM comments (4)

Quero que me leve para casa. Para sua casa.
Me pegue pelas mãos com carinho e cuidado, e me conduza ao teu canto.
Compre-me flores, dessas rosas de esquina, sempre românticas e passageiras.
Dê-me um beijo enquanto espera o leite ferver.
Me mostre o quarto, o nosso quarto, de lençóis brancos e macios, puro algodão.
Deixe-me tomar um banho longo, limpar minha pele e meus lábios. Colocar aquele roupa leve e clara.
Vamos tomar o café, geléias e pãezinhos, posso levar uma fatia à tua boca?
Num abraço assistimos um filme, acolhido em teu calor me diz o que sente, lisongeado.
Leva-me pelas escadas, me deita na cama com cuidado e admiração.
Encosta sua boca na minha, leve e trêmula, com anseios de paixão resolvida.
Sonhamos juntos e ao acordar, o sol passando fino pela janela, conjuga o verbo amar.
É pedir demais? É sonhar alto, eu sei, mas sonhos deixão de existir apenas quando se tornam realidade, ao menos pra mim.

Lorena e as Bonecas

Posted by Dior. on 2:29 PM comments (7)

Eu sempre recebo muitas cartas, meus amigos adoram escrever e sempre dividem suas letras, desenhos de fala, comigo.
Recebi uma carta da Lorena esses dias, e me deu uma saudadezinha dela, que já faz uns quatro meses que não passa por aqui.
"Meu tio decidiu comprar bonecas pra mim, disse que eu gosto de bonecas, mas não gosto não!
Eu tenho é medo delas, que ficam paradas e têm olhos grandes de vidro e cabelo arranhado.
Mas eu aceitei os presentes, eu evito olhar pra elas
, mas sempre que eu escuto ele vindo pro quarto onde estou, eu tiro elas debaixo da cama e jinjo que brinco com elas, por que é isso que ele quer que eu faça"
Até quando teremos que fingir nossa felicidade para trazer a dos outros?
Até quando temos que anular nossos anseios e amores pela felicidade vendado das pessoas com quem vivemos?
Fingir felicidade dói, é fazer um espelho no nosso corpo, onmde apenas os outros olham e veêm refletida a alegria, mas quando nos olhamos, vemos em nosso reflexo braços acorrentados.

No Limite da Razão

Posted by Dior. on 9:39 AM comments (2)

Eu costumo escrever quando estou nervoso sabe, pois bem, no meu primeiro dia da Faculdade eu fiz isso, uma coisa meio Bridget Jones que me ajuda a relaxar, e depois quando eu releio o que escrevi vejo que sou a pessoa mais neurótica da Terra. Funciona assim: Escrevo tudo o que penso no momento! Fica bem cômico, e é bom eu colocar um post mais light de vez em quando não é?
Ps: eu escrevo assim mesmo, com onomatopéias e emoticons, mania de net né...
Ps2: ocó significa homem, garoto bem masculino, ou adjetivo masculino sabe?
vamos lah...


Ai Meu Deus!!! -> Tô Passado!!!
Você não vai acreditar no q está havendo!
Eu tô dentro de uma sala de Universidade, cê tem noção? É a coisa mais Hogwarts q já fiz na vida o.O... Humm preciso pensar no meu caderno, ele tem que ser + q td e super simples, penso em algo c/ folhas creme, recicladas, legal né? Pois é...
Huff depois eu volto pra dizer se tem ocós bunitos, gente bunita é td e apenas o q preciso... Ai Deus! Ai Deus Brigado!
---> Humf Caralho!!! Um ocó q eu tava de olho entrou aki... ah droga.. será q ele tá na minha turma??? Axo q ñ... saiu... ufa...
--->Argh Só tem gordo aki!!! (e menina suja)
Radar em alerta! Perigo! Classe de gente feia!!!
1º profª Luciana (próativa-make up-rica)->ps: tm lep-top da HP.
--->Hummm tem uns ocós lindos até... + td ocó mesmo...
AI DEUS --> TEM 1 MONTE DE DEUSES AKI!!!
(...)....Oh Deus... Só tem gente linda... Amanhâ eu tenho que vir quase montada p/ cá!!!
isso significa: cabelo preso, blusa, calça ocó.

Carta aos Amigos

Posted by Dior. on 3:16 PM comments (4)

Nunca pensei que eles poderiam surgir daqui.
Máquina ventilada, quebrada e velha, meu computador sempre me traz alguma coisa, uma mudança de rumo, um novo vento leste, Zephyr.
Desta vez esse Deus dos ventos me trouxe presentes maravilhosos que eu acreditava serem imposssíveis de se encontrar nesse mundo frio-frívolo da virtualidade.
Meus novos amigos, de verdade, que querem de mim o que quero deles, felicidade, degraus alcançados e passas largos rumo a eterna sabedoria do bem viver. Aprendemos uns com os outros, eu muito mais com eles.
Lindos rostos imóveis na minha tela, mas corações pulsantes perto do meu.
Obrigado por acreditarem em mim, visitantes. Agradeço por serem meus amigos na longa, complicada, surpreendente e vaga viagem.

[Ao Músico, Filipe, Con, Sebastian & Marcel]

Compro Minhas Flores

Posted by Dior. on 10:59 AM comments (3)

Na ânsia de viver o que não me é devido, me pego afundando meus próprios pés na amarga desventura da falta dos sonhos.
Mas que bobagem é essa que me imponho?
Que raiva de sonhos desfigurados eu inventei?
Por que me prendo a incapacidade quando sei que posso tudo? Apenas me derroto antes do fim.
Protestar sob a vigilancia do nada que eu prendo à minha costa arcada é muito mais fácil do que resignar-me ao féu do lavor e lutar pelo acontecimento que proíbo que aconteça, inconsciente.
Sei que sou complicado nesse texto, mas é auto-punição, um texto para mim, por eu sempre me impedir de ser feliz e me forçar a adoecer nos meus ossos que merecem asas e sonhos, abraços e ternura, carinho, beijos que eu mesmo não me dou.
Mudo-me. Simplesmente mudo-me, nesse encontro nada vago comigo, vejo que tudo o que eu quizer não fugirá das minhas mãos.

"Céus azuis sorrindo para mim, nada além de céus azuis é o que eu vejo.
Passarinhos azuis cantando canções, nada além de pássaros azuis de agora em diante
Nunca vi o sol brilhando tão forte, nunca vi as coisas dando tão certo.
E avisando sobre os dias que voam, pois quando você ama eles voam mesmo!
Dias tristes, todos se foram, nada além de céus azuis de agora pra frente."

[Esta é a tradução de um jazz que eu amo "Blue Skies"]

Meu Encontro

Posted by Dior. on 5:39 PM comments (4)

Quantas vezes já não parei e olhei a minha volta, com a sensação de estar perdido. Esquecido.
Tantas vezes me perdi em meus próprios sonhos, esses sonhos de que tanto falo, que parecem impossíveis de se solidificar, algum já se solidificou?
Muitas vezes me esqueço de mim, esse meu eu que grita por ajuda, uma ajuda íntima, intransferível e inviolável, que costumo não saber ouvir.
Gritos internos de socorro que não escuto a tempo.

Quando os ouço tudo já está desmoronando ou no chão. Então apoio minha cabeça em minhas mãos, me escondo em algum canto da casa, da rua ou do mundo, e choro.
Compulsivamente as lágrimas caem e levam os cacos da ilusão perdida e os gritos do socorro tardio.
E volto a me perder, e volto a construir paisagens oníricas que nunca tocarão minha fina pele da incapacidade.

Lorena

Posted by Dior. on 3:56 PM comments (4)

Hoje a história não é sobre mim, é a versão da vida por alguém que eu conheço.
Eu tenho uma amiguinha, que nunca se esquece de mim, apesar de sempre se esquecer dela mesma.
O nome dela é Lorena, um nome forte, e assim é ela, tão jovem e vivida, em apenas doze anos tem tantas histórias para contar que nunca haverão posts suficientes para contá-las.
Ela vem à minha casa quando passa aqui pela minha cidadezinha, traz algumas bolachas e sempre uma mala, pois ela sempre viaja, sempre e sempre.
Sentamos na minha varanda e, enquanto observamos admirados o pôr-do-sol passar pelas folhas, ela me conta alguma coisa sobre sua vida.
Eu nunca entendi ao certo o porquê de tanto viajar.
"Mas não é viajar, Danilo, é fugir. Eu fujo da minha vida."
Sim, foi isso o que ela me disse. Com sua voz de menina, com suas eternas poucas palavras sufocadas.
Fugia de si mesma, do seu passado frio sem seus pais, de seus dessabores infantís e das escolas que nunca frequentou.
Mas olhando seu rosto de cabelos escorridos e olhos lânguidos e lacrimosos, percebi que não era uma fuga, era uma busca, a busca da esperança perdida em algum baú de sua antiga casa.
Quem a acompanhava não a amava, e todas as noites peço em oração para que ela encontre, em algum lugar do mundo, os pedaços que o destino tirou de seu coração.